quinta-feira, 21 de julho de 2016

Opinião: "A Maldição do Vencedor" de Marie Rutkoski


"Kestrel, jovem filha do poderoso general de Valoria, tem apenas duas opções: alistar-se no exército ou casar-se. Ela tem, no entanto, outras aspirações e procura libertar-se do seu destino, rebelando-se contra o pai.

Num passeio clandestino pela cidade, Kestrel vai parar a um leilão de escravos, onde se depara com um jovem, Arin, que parece querer desafiar o mundo inteiro sozinho. Num impulso, ela acaba por comprá-lo — por um preço tão alto, que a torna alvo de mexericos na sociedade.

Arin pertence ao povo de Herrani, conquistado dez anos antes pelos Valorianos. Além de ser um ferreiro exímio, revela-se também um cantor extraordinário, despertando a curiosidade de Kestrel. Arin, contudo, tem um segredo, e Kestrel não tardará a descobrir que o preço que pagou por ele poderá custar muito mais do que aquilo que alguma vez imaginara."


Mais uma vez, a Topseller volta a triunfar com a publicação do primeiro volume de uma trilogia que já é bestseller em vários países! A Maldição do Vencedor é mais um daqueles livros que só conheci desde que me juntei ao bookstagram e que ansiava por ver traduzido em português. Como devem adivinhar, não desiludiu nem um pouquinho!

A expressão do título, a maldição do vencedor é extremamente interessante e assenta que nem uma luva. De um modo simples, descreve como o vencedor de um leilão também perde, porque ele ou ela consegue ganhar pagando mais do que a maioria dos licitantes decidiu que valia o artigo.

E é isso que acontece com a personagem principal, Kestrel. No meu ponto de vista, Kestrel é uma personagem decidida, forte e segura, mas também apaixonada e que deseja agradar ao pai, sem ter que desistir dos seus sonhos.

A forma como os menos afortunados vivem lembrou-me dois dos meus livros preferidos, Os Jogos da Fome e Trono de Vidro.

Gostei bastante de como a relação entre as duas personagens principais, Kestrel e Arin, se vão desenvolvendo e as posições entre eles que estão constantemente a ser trocadas.

Sem dúvida, um livro excelente, que me faz ansiar pela publicação dos próximos dois! Façamos figas para que seja num futuro próximo!

Classificação: 5/5

terça-feira, 19 de julho de 2016

Opinião: "O Domador de Leões" de Camilla Läckberg


"É janeiro e um manto de neve cobre Fjällbacka. Uma adolescente seminua sai do gélido bosque a cambalear, e atravessa a estrada. O carro aparece do nada e o condutor não consegue travar a tempo de evitar a tragédia. Quando Patrik Hedström e a sua equipa são alertados para o acidente, já o corpo da rapariga tinha sido identificado. Era Victoria Hallberg, que desaparecera quatro meses antes, quando regressava a casa depois de uma aula na escola de equitação. A Polícia apercebe-se de que aquele terrível acidente foi o melhor que podia ter acontecido a Victoria. 
O seu corpo evidencia sinais de ter sofrido atrocidades inimagináveis e tudo leva a crer que não será a única vítima.

Enquanto isso, Erica Falk investiga o trágico passado de uma família ligada ao circo, o que a leva por diversas vezes a um estabelecimento prisional para visitar Laila, uma mulher acusada de ter matado o marido. Mas não consegue desvendar o que realmente se passou naquele longínquo dia fatídico. O que estará Laila a esconder? Para onde foram os dois filhos depois da tragédia?
Erica desconfia de que há em toda aquela história algo que não se encaixa. E que o passado estende os seus longos braços para vir ensombrar o presente."



Desde que eu li o seu primeiro livro, A Princesa de Gelo, que Camilla Läckberg é de longe a minha escritora preferida. Pelo menos, de policiais.

Mais uma vez, Camilla não desilude. O início deste nono livro, que muitos dizem ser o melhor dela, pareceu-me um pouco lento, e tenho de admitir que, até cerca de 150 páginas antes do final, me via a dar 4 estrelas a este livro. Mas a partir daí tudo mudou.

Mais uma vez, este livro tem como cenário Fjällbacka, a pequena cidade piscatória onde a autora nasceu, e as personagens mantêm-se relativamente as mesmas, excetuando as que entraram apenas para esta história.

Este livro é sem dúvida mais cruel do que os anteriores, mas também mais profundo. É claro que já todos estamos habituados as homicídios nesta pequena cidade e a desconfiar de todos os habitantes, mas, desta vez, é mais notória a sensação de que não conhecemos realmente a pessoa que vive ao nosso lado.

Desta vez, algumas das minhas suspeitas revelaram-se corretas, enquanto que outras não tanto, mas mesmo assim não consegui deixar de me chocar com a maldade que existe neste mundo e nas pessoas que menos desconfiamos.

Uma história muito bem conseguida, sempre com personagens bem caracterizadas e que vão crescendo com a trama. Também o recurso ao passado os leva a entender melhor a história presente.

Mais um excelente policial de Camilla, excelente para os dias de verão, e que nos faz desejar sempre mais!

Classificação: 5/5

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Opinião: "Fala-me de um dia perfeito" de Jennifer Niven


"Violet Markey vive para o futuro e conta os dias que faltam para acabar a escola e poder fugir da cidade onde mora e da dor que a consome pela morte da irmã.

Theodore Finch é o rapaz estranho da escola, obcecado com a própria morte, em sofrimento com uma depressão profunda. Todos os dias pensa em suicidar-se. E todos os dias algo de bom o impede de o fazer.

No topo da torre da escola, a um passo de saltar, Finch vê Violet prestes a fazer o mesmo. E salvam-se um ao outro.

Com Violet, Finch consegue finalmente ser ele próprio. Com Finch, Violet deixa de contar os dias para passar a vivê.los, um a um, em pleno.

Mas, à medida que Violet se vai abrindo ao mundo e à vida, Finch vai-se fechando e afastando.

Agora é a vez de Violet impedir uma tragédia. Será que o amor pode salvar Finch?"


Eu já há algum tempo que ando para ler este livro. Praticamente desde que a minha melhor amiga o recomendou, mas só recentemente o comprei.

Não sei se foi porque já sabia o final ou porque li um outro livro pelo meio, mas este livro não foi nada daquilo que estava à espera. Mas no mau sentido.

A história de amor entre as duas personagens é original, e as próprias personagens, Violet e Finch, têm muita história e consistência, no entanto, o ritmo é demasiado lento para o meu gosto e há certas coisas que não fazem sentido.

É verdade que é sempre interessante quando um livro termina de forma inesperada e consegue surpreender o leitor, mas, neste caso, e apesar de eu já saber o final quando o comecei a ler, nada fazia prever este final. Mas mesmo nada. Foi como se a autora tivesse tido essa ideia de repente e decidiu incluí-la na história sem mais nem menos. 

É óbvio que esta é a minha opinião, e esta vale o que vale. Eu já vi muita gente a dizer maravilhas deste livro, mas, pelo menos a mim, não me fascinou.

Classificação: 3,5/5

sábado, 9 de julho de 2016

Opinião: "Fechada para o Inverno" de Jørn Lier Horst


"A densa névoa outonal paira sobre a costa norueguesa. Antes de a fechar para o inverno, Ove Bakkerud pretende desfrutar de um último fim de semana na sua casa de férias. No entanto, à chegada, depara-se com o caos após um assalto. E na casa vizinha um homem foi espancado até à morte...

O detetive William Wisting já viu homicídios grotescos no passado. Contudo, é a primeira vez que constata um desespero como o que, neste outono, testemunha em Stavern. Como se alguém tivesse tudo a ganhar e quase nada a perder. Por isso, não fica muito satisfeito quando a filha se muda para uma casa junto à boca do fiorde. A sua preocupação aumenta à medida que vão aparecendo cadáveres gravemente mutilados nos recifes. E do céu começam a cair pássaros mortos..."


Primeiro que tudo, tenho de agradecer à Dom Quixote por me ter enviado este exemplar. Mais uma vez, esta editora aposta num escritor nórdico de policiais, impossível de desiludir!

A princípio, quando soube que este era o sétimo volume da série protagonizada pela detetive William Wisting, receei que a história fosse difícil de acompanhar, uma vez que há muita história por detrás das personagens que não conhecemos. No entanto, a editora optou por adicionar uma "Nota introdutória à edição portuguesa", que faz um apanhado de todas as informações que necessitamos de saber para podermos acompanhar a história, o que, na minha opinião, foi um feito fantástico!

O facto de o autor ter ele próprio trabalhado no Polícia dá um toque muito realista à história, pois temos a certeza de que aquilo que estamos a ler poderia ter acontecido mesmo na vida real.

As personagens são interessantes e cativantes e a história cheia de reviravoltas inesperadas. Todas as suposições criadas fazem-nos duvidar de (quase) todas as personagens (pelo menos comigo foi assim), até chegarmos ao final.

Uma leitura arrepiante e intensa, em que nunca temos a certeza daquilo que a Polícia encontrou. 

Este livro chega às bancas amanhã, dia 12 de julho. Não podem perder a oportunidade de o ler!

Classificação: 5/5
Opinião: "Os 100: O Regresso a Casa" de Kass Morgan


"Semanas depois de os 100 terem chegado à Terra, conseguiram finalmente estabelecer um pouco de ordem num ambiente inicialmente caótico e conviver de forma pacífica com alguns dos terrestres que encontraram. No entanto, novas naves chegam do espaço, abalando o equilíbrio alcançado e ameaçando a vida de todos. 

Chegou o momento de os 100 se unirem e lutarem para reaver a liberdade que encontraram na Terra. Caso contrário, arriscar-se-ão a perder tudo e todos os que amam... de novo."


Mais uma vez, Kass Morgan não desilude!

Tal como aconteceu no livro anterior, a autora ajuda o leitor a recapitular os acontecimentos dos livros anteriores e eu acho que esse é um fator muito importante, uma vez que facilita muito a leitura.

Uma série de reviravoltas, como sempre, e alguns finais infelizes, mas também algumas descobertas interessantes e respostas.

O livro é um pouco violento, com muitas mortes (ou quase mortes) de várias personagens.

Eu li que iria haver um quarto livro, mas, se por um lado, fiquei entusiasmada com a ideia, porque quero saber o que irá acontecer com uma personagem específica, por outro lado fiquei com a impressão de que não há muito mais história para contar... O que é que vocês acham?

De qualquer maneira, o livro vale mesmo a pena para termos a noção do fecho de algumas relações e também da própria história.

Classificação: 5/5

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Opinião: "Viver Depois de Ti" de Jojo Moyes


"Louisa Clark é uma jovem com uma vida banal - um namorado estável, trabalhador e uma família unida - que nunca saiu da aldeia onde sempre viveu. Quando fica desempregada, vê-se obrigada a aceitar um emprego em casa de Will Traynor, que vive preso a uma cadeira de rodas, depois de um acidente. Ele sempre tinha vivido de um modo trepidante - grandes negócios, desportos radicais, viajante incansável - agora tudo isso ficou para trás. 

Will é mordaz, temperamental e autoritário, mas Lou recusa tratá-lo com complacência e em breve a felicidade e o bem-estar dele tornam-se muito mais importantes do que ela esperaria. No entanto, quando Lou descobre que Will tem planos inconfessáveis para a sua vida, ela luta para lhe mostrar que ainda assim vale a pena viver."


Eu nunca tinha ouvido falar deste livro até me juntar à comunidade Bookstagram e ver imensas contas falarem acerca dele. Um outro fator que me deixou também bastante interessada, foi o facto de ter visto o trailer do filme (que só sai em Portugal em Agosto) e o ter adorado.

Este livro foi simplesmente perfeito! A história é tremendamente bem escrita, as personagens são realistas, e facilmente nos identificamos com os problemas que as afligem (talvez mais com Louisa do que Will, por motivos óbvios). 

Uma das primeiras comparações que eu fiz a este livro foi com "A Culpa é das Estrelas" e cada vez mais essa comparação me parece a mais adequada. Ambos os livros abordam o tema da morte e como esta afeta as pessoas que eram mais próximas da vítima.

Com este livro, eu chorei, ri, fiquei assustada e com medo do que poderia vir acontecer. Todos estes sentimentos só me fizeram desejar ainda mais ler o livro!

"Viver Depois de Ti" faz-nos olhar para a vida e a morte de um ponto de vista diferente (tal como acontece com "A Culpa é das Estrelas), e achei bastante interessante ler sobre esse ponto de vista.

Eutanásia, ou morte assistida, foi recentemente um tema muito discutido em Portugal, e agradou-me bastante ler (novamente) o porquê das pessoas desejarem este tipo de morte, mas desta vez enquadrado numa história.

O final foi algo inesperado, mas ao mesmo tempo esperado. Sinceramente não acreditei que depois de tudo o que aconteceu a história pudesse acabar assim, mas é a vida.

Bom, bom, seria que a Porto Editora publicasse a sequela "After You", mas pelo que pude apurar, não está nos planos deles...

Classificação: 5/5

sábado, 2 de julho de 2016

Opinião: "A Herdeira" de Kiera Cass


"A Princesa Eadlyn cresceu a ouvir histórias intermináveis de como a sua mãe e o seu pai se conheceram. Vinte anos antes, America Singer entrou na Seleção e conquistou o coração do Príncipe Maxon - e viveram felizes para sempre. Eadlyn sempre achou romântica esta história de encantar, mas não tem qualquer interesse em tentar repeti-la. Por si, adiaria o casamento tanto tempo quanto possível.

Mas a vida de uma princesa não é inteiramente sua e Eadlyn não pode escapar à sua própria Seleção -por mais fervorosamente que proteste. Eadlyn não espera que a sua história acabe em romance. Mas com o início da competição, um candidato poderá acabar por conquistar o coração da princesa, mostrando-lhe todas as possibilidades que se encontram à sua frente... e provando-lhe que viver feliz para sempre não é tão impossível como ela sempre pensou."


Eu comecei este livro ontem de manhã e terminei-o esta madrugada, o que por si só já é um bom indicador. Mas a verdade é que este livro me surpreendeu pela positiva e tive bastante prazer em lê-lo.

Talvez por ter lido reviews com não tão boas opiniões, as minhas expectativas para este livro fossem baixas, no entanto, baixas ou altas, "A Herdeira" superou-as.

Ao início, estava com receio de que o livro fosse um pouco repetitivo, mas rapidamente deixei essa ideia de lado. A Seleção com rapazes é bastante engraçada, talvez ainda mais do que com as raparigas, uma vez que não existe tanta rivalidade entre eles (provando mais uma vez que sempre é verdade aquilo que se diz acerca de que as mulheres são piores que os homens).

Todos os rapazes que chegam ao final são fantásticos, e, é claro, que já tenho os meus favoritos e as minhas dúvidas. 

O único ponto negativo, na minha opinião, é a atitude de Eadlyn. A princesa é egoísta, rude e não parece preocupar-se com os sentimentos dos Selecionados. Mais para o final, a sua atitude egoísta começa a suavizar-se, mas, mesmo assim, não fiquei grande fã dela.

Também gostei bastante do facto de a autora ter mantido as personagens mais carismáticas dos livros anteriores, e adorei ver como se desenvolveu a relação da America e do Maxon!

O livro termina com dois cliffhangers relativos a duas personagens dierentes, o que me deixa bastante na expectativa e ansiosa para ler o quinto e último livro, "The Crown"!

Classificação: 5/5